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COMO UTILIZAR AS REDES SOCIAIS DE FORMA SAUDÁVEL?

Que prática estranha é essa que um homem deve sentar-se à mesa do café da manhã e, em vez de conversar com a esposa e os filhos, segura diante de seu rosto uma espécie de tela na qual está inscrita uma rede mundial de fofoca” – Charles Clooney, sociólogo, em 1909 falando sobre o jornal.

Toda nova tecnologia, sobretudo aquelas ligadas à informação e à comunicação, é recebida com um misto de euforia e desconfiança. As redes sociais tem se tornado, cada vez mais, objeto para estudos das sociedades contemporâneas. Muitos estudos associam que o uso constante de internet e redes sociais podem agravar os sintomas da depressão, da ansiedade e várias outras doenças. O acesso a informações constantes (muitas sem poder comprovar veracidade), contato com diferentes tipos de pessoas, atualizações de status, curtidas e interações superficiais, não são suficientes para gerar bem-estar, as vezes pelo contrário, são geradores de comparação e ansiedade.
Porém, a forma como é feito o uso das redes sociais colabora para a construção da sensação de comunidade. Assim como o engajamento ativo, interação e apoio social tem uma resposta significativa em sensação de bem estar.
Então como usar as redes sociais de forma saudável?

🔸Atente-se para o quanto você expõe a sua vida online.

🔸Não dedique mais tempo às interações digitais que às interações reais.

🔸Observe suas mudanças de humor, elas geram bem-estar ou são gatilhos para angústia e ansiedade? (Esse ponto também pode ser alterado, com o tipo de interações que você realiza na internet).

🔸Entenda que todas as postagens são recortes das vidas das pessoas e que, por isso, não faz sentido fazer comparações.
Principalmente no momento que estamos vivenciando hoje, a rede social nos aproxima das pessoas, mas ela precisar ser utilizada com sabedoria. O maiores efeitos de uma utilização excessiva e sem qualidade das redes sociais são estresse e a ansiedade, que podem afetar o nosso organismo como um todo. Cuide-se!
Cristien Kelly Mika
Psicóloga
CRP 08/27283

O AMOR É UMA DROGA!

O amor é uma droga e ele não está no nosso coração! Não! Não é nesse sentido que você está pensando! Calma! 😅
Em estudos científicos foi comprovado que este sentimento reage no nosso corpo exatamente como uma droga, e tudo isso acontece lá no cérebro. Quando estamos apaixonados, os nossos neurônios (células cerebrais) liberam a dopamina, um hormônio que provoca euforia, liberam também a adrenalina, epinefrina e norepinefrina, que são hormônios responsáveis por fazem as “borboletas no nosso estômago” acontecer, e esse é o motivo de tudo que está a sua volta ficar mais “colorido” quando você está amando. Há também uma queda no hormônio chamado serotonina, onde os níveis ficam iguais aos de pessoas que possuem um transtorno obsessivo compulsivo, o que explica uma certa “obsessão” pela pessoa amada.
Mas e depois que a paixão passa? Tudo isso acaba?
Não! Nosso corpo se encarrega disso e o cérebro libera outro hormônio, a oxitocina (é o hormônio liberado durante abraços também), o que desencadeia a sensação de conexão e satisfação em estar com o outro, é uma das coisas que nos mantém juntos do nosso parceiro(a). Por fim, seja por cartas românticas com coraçõezinhos vermelhos ou neurotransmissores liberados no seu cérebro, eu desejo um feliz dia dos namorados a todas as formas de amor (e muita dopamina também! 😂❤️)

Anna Carolina da Silva
Neuropsicóloga
CRP 08/22681

NAMORO EM REDE SOCIAL?

Atualmente nos apaixonamos por uma foto, um like, uma postagem, esse é nosso novo formato de conhecer alguém. Antes mesmo de nos cumprimentarmos, sabemos as visões políticas do outro, onde vai no fim de semana e qual sua marca preferida de sabão em pó. “Tinder” e redes sociais trouxeram para os relacionamentos mais intimidade antes mesmo de conhecer os pais.
Essas relações trazem para nós a sensação de completude e de vazio, pois quando vamos rápido demais com a intimidade há a possibilidade de se perder ligeiramente o “sentimento de novidade” ( já que tudo está exposto na rede), por outro lado, temos a liberdade de falar e sentir como queremos e assim saber se “deu match”. Vale lembrar que em outros tempos a mulher tinha seu lugar de fala mais tímido, os homoafetivos não podiam se expressar e os homens não podiam demonstrar sentimentos.
As redes sociais e aplicativos de relacionamento trouxeram para os novos casais um diferente patamar de liberdade, uma pesquisa recente (2018 – site edição do Brasil) afirma que 60% dos usuários jovens (até 34 anos )usam algum aplicativo de relacionamento em busca de uma boa companhia. A facilidade de comunicação nesses aplicativos é que faz tudo ser efetivo e de fato um sucesso. Ricardo,32 anos, conta como conheceu sua esposa e como será seu dia dos namorados : – “agradecendo o Tinder!!!” No dia 12 de junho, um feliz dia dos namorados à todos que encontraram alguém de forma convencional, aqueles adeptos aos aplicativos e aqueles que estão felizes com suas escolhas ❤️

Eloisa Dagostin
Psicóloga
CRP 08/19336

COMO PRESERVAR A RELAÇÃO EM TEMPOSDE ISOLAMENTO?

Diante da orientação de isolamento social, atualmente a maior parte dos casais têm passado mais tempo juntos, com isso algumas dificuldades que até então passavam despercebidas, neste momento tem se intensificado. Por isso, seguem algumas dicas para superar esse momento, afinal queremos sair dessa juntos né?!

✔Invista na comunicação: converse com seu parceiro(a), do mesmo modo seja um bom ouvinte. Pensem juntos em soluções para as dificuldades encontradas neste período de isolamento. Mas lembre-se de analisar o momento adequado para conversar sobre assuntos difíceis, depois de uma discussão, por exemplo, pode não ser um bom momento.

✔️Mantenha uma rotina: muitas pessoas estão trabalhando de casa e com uma carga de trabalho igual ou em alguns casos ainda maior. Esse aspecto pode aumentar o estresse nas relações […], por isso é importante estabelecer uma rotina com atividades de lazer individual, e claro atividades de lazer à dois.

✔Dê espaço à você mesmo(a) e ao outro: respeite a individualidade do seu parceiro(a). Reserve um tempo para as atividades do casal, mas do mesmo modo reserve um tempinho para ficar apenas em sua companhia! Leia um livro, assista seu seriado preferido. Esse espaço também é importante para o casal.

✔Divida as tarefas domésticas: estar em casa o dia inteiro pode gerar mais demandas domésticas, como fazer comida, lavar a louça, dentre outros. Por isso, uma estratégia para evitar conflitos é definir antecipadamente quem ficará responsável por cada atividade.
Por fim, que tal fazer alguns planos pós isolamento? […] Sejam criativos!

Denise Bernardi – CRP 08/16383
Psicoterapeuta de família e casal
@psi_denisebernardi 🔸 A clínica L’equilibre realiza atendimentos online nas modalidades individual, família e casal.

NO MÊS DAS MÃES…UMA FOLGUINHA

Este ano a comemoração de dia das mães foi diferente, muitas coisas estão diferentes, pois estamos em um período de distanciamento social, sendo essencial que cada família permaneça em casa, tendo que ser criativos e utilizando da tecnologia para ficarmos mais próximos.

E neste momento tão diferente, quero falar com as mães que estão em casa com seus filhos, sendo “mães em tempo integral”, a mais de um mês, sob exigência, culpa e algumas crenças que carregamos.

Algumas mães tem se sentido sobrecarregadas nesse momento, com dificuldade para encontrar um momento para ficarem sozinhas, e/ou quando encontram uma brecha não conseguem ficar tranquilas, pensando que, deveriam estar fazendo alguma atividade com os filhos, que vão sobrecarregar outra pessoa ao pedir ajuda ou ainda que são péssimas mães por não estarem dando conta de tudo.
Para essas mães quero dizer: Não tem problema pedir um HELP! Seja para tirar um cochilo depois do almoço ou respirar um pouquinho, não se culpem, usem de empatia com vocês mesmas, após uma semana exaustiva, cheia de atividades e afazeres, vocês podem e merecem pedir um tempinho para levantar as pernas, cochilar e descansar.

Vocês também merecem um momento de vocês, mães!

Dayane Rita Pereira
Psicóloga
CRP 08/ 25115

PARA ENSINAR É NECESSARIO DESAPRENDER

Nos aproximamos de uma data muito especial… Sim! Somos mães, e ao longo dessa maravilhosa jornada, percebemos que para ensinar é necessário desaprender, ou melhor, ressignificar muitas verdades que até então eram bem sólidas em nossas vidas. O motivo disso é que temos em nossas mãos a responsabilidade de passar para nossos filhos, dentre muitas coisas importantes, algo que é, em minha visão, a mais primordial de todas, o Amor. Porém na correria do dia a dia, não refletimos sobre como nossos filhos assimilam a forma com que esse amor esta sendo passado, ou melhor, como nós pais estamos passando esse sentimento a ele. Para exemplificar, coloco aqui três formas que, por muitas vezes, define o modo como a criança interpreta o amor […] São elas: o amor das coisas, o amor dos outros e o amor de si.
Existe uma linha muito tênue que separa o amor de si, dos outros dois […] Será que ao invés de estar fortalecendo o amor próprio de seu filho e a sua relação com ele, você está fortalecendo para ele, o amor das coisas, e deixando-o entender que na vida ele sempre vai receber “sim”?
Quando nos tornamos mães ganhamos o presente mais valioso de nossas vidas, do qual alimentamos, amamos, aconchegamos no ninho, para um dia alçar vôo […] E o que vai fazer esse pássaro enfrentar, lutar, vencer as batalhas da vida é sem dúvida, a forma de como ele aprendeu a viver no ninho.

Feliz dia para todas as mães desse mundo!!!!! (E fiquem em casa! rs)

Psicóloga Cristielen Paes.
(CRP 08/27174)

NÓS VEREMOS O TOQUE DE OUTRA FORMA DEPOIS DESSA QUARENTENA

“Nós precisamos do toque de quem amamos quase tanto quanto de ar para respirar”, essa é uma frase que aparece nos primeiros segundos do filme “A cinco passos de você”. Esse filme retrata a história de dois adolescentes com fibrose cística, uma doença grave, que faz com que o contato deles, um com o outro, possa ser fatal. Amar, sem poder tocar. Uma tarefa praticamente impossível!

Essas palavras me marcaram fortemente quando eu as ouvi pela primeira vez, pois todos nós temos pessoas ao nosso redor que amamos e necessitamos estar perto, não? Podem ser nossos pais, nossos filhos, nosso parceiro, nossos irmãos, aquele amigo que tem um abraço gostoso, ou alguém que não está mais aqui… E é com muita emoção que eu escrevo isso, porque hoje, estamos todos distantes! […] Com o toque, nós demonstramos nossos sentimentos, nossa vulnerabilidade, pois não nos deixamos ser tocados por qualquer pessoa, é como fazermos e mantemos vínculos – e a verdade é que não queremos vínculo com qualquer pessoa, certo? Transferimos energia com o toque e podemos também nos energizar. […] Nem todos nós podemos, hoje, tocar aquela pessoa que amamos. Mas como sociedade, é a primeira vez que tantos de nós ficaram privados deste toque, que agora, está fazendo muita falta. Para aqueles que podem, aproveitem esse contato!
Ecoando o apelo de Stella, a protagonista do filme: “se estiver vendo isso, e puder, toque nele. Toque nela.” Nós veremos o toque de outra forma a partir dessa quarentena.

Ana Luiza Farias Ferreira
psicóloga – CRP 08/28617

TDAH – Transtorno de Deficit de Atenção

O TDAH – Transtorno de Deficit de Atenção / Hiperatividade é uma condição comum na infância, estando presente desde o nascimento, em que os sintomas são de desatenção/ distratibilidade em mais de dois ambientes, comportamento hiperativo(“a criança não consegue ficar parada / muito agitada / mexe muito em seus materiais “) e impulsividade, sendo resultante de alterações cerebrais – tamanho menor de áreas profundas do cérebro que regulam emoções, controle de impulsos, bem como alterações de neurotransmissores nestas áreas.

O Carnaval da Psique

O uso de máscaras é percebido a muito tempo na história da humanidade, nossos ancestrais as utilizavam como recurso permissivo para expressão de personalidades não usualmente encontradas nos limites civilizatórios da pólis, ou então para exprimir características apenas diferentes da personalidade do sujeito que as usava. Logo, além do teatro como o palco para essa confissão do diferente, do distante, do reprimido ou do desconhecido – do outro em nós, emergiram festividades ritualísticas que reverenciavam está exposição.

Originalmente, as máscaras de carnaval objetivavam uma expulsão simbólica do mal interior. Por meio da exibição do lado sombrio dentro dos limites do ritual, acreditava-se que o “demônio interno” ao ser reconhecido, legitimado e permitido uma vez por ano, se aquietasse com a catarse provocada pela vibração do batuque dos tambores, o som estridente dos instrumentos de sopro e os cantos que desnudavam a melodia de todo o pudor, de modo a festejar e compartilhar da promiscuidade desses seres profanos.

Observa-se então que tanto as mascaras quanto as fantasias libertam a folia de nosso ser, sem pudores, podemos nos relacionar com nossos lados que mais temos vergonha de expressar no cotidiano. Hoje em dia, talvez estes elementos não sejam mais tão necessários para anunciar a vibração libertadora dos nossos aspectos sombrios, o carnaval por si só já representa uma época do ano onde se é permitido sermos nós mesmos em nossa essência, simplesmente humanos.

A extroversão e a intensidade dos bloquinhos de rua nos permite a dissolução em figuras internas, como dançarinos, piadistas, bobos da corte, monstros, feiticeiras, vampiros, sereias, bruxas, crianças, idosos, homens e mulheres sedutores que talvez nem conhecêssemos dentro de nós. A viagem ao inferno demonstra-se renovadora, este tour turístico pode nos proporcionar o reconhecimento de nossos aspetos sombrios, que podem não necessariamente serem negativos.

Ainda, está libertação pode ser vivida retirando-se da pólis de maneira mais intimista e introspectiva, seja viajando para outros lugares, cultivando relações não rotineiras ou reverenciando a arte do descanso, do apenas “fazer nada”. Seja da forma que for, em nossa cultura parece ser o carnaval o retiro ritualístico necessário para o sentimento de inicio de um novo ano, de uma limpeza interna para adentrar a mais um novo ciclo de vida. Bom carnaval a todos, que possamos nos entregar a libertação necessária para viver 2020!

Autora: Janaína Liz Aquino – CRP 08/25878

Liberdade de Expressão

Lidar com tanta liberdade de expressão não é tão simples, a liberdade também pode gerar sentimentos confusos e, nesse caminho se conhecer, saber se ouvir e respeitar aquela voz que diz que algo está estranho, é fundamental!